Sábado, 14 de Maio de 2016

O cavalheirismo destes dias

Quando temos um momento em que simplesmente temos que estar parados, o nosso poder de observação agudiza-se. Ora, tendo-me encontrado num desses instantes sui generis, e estando num local onde paravam carros com frequência (pessoas saíam de e/ou entravam em automóveis), constatei que os homens que iam buscar as suas companheiras, fossem de que grau fossem, comportavam-se da seguinte forma:

- não iam abrir a porta à pessoa (algo compreensível, uma vez que há que ser célere);

- não abriam um sorriso naquelas bocas (será do stress?);

- não cumprimentavam (nada de beijos, abraços ou testas juntinhas);

- atiravam com as carteiras das companheiras para o banco de trás (não todos, evidentemente, porque ainda há mulheres zelosas das suas carteiras);

- e, por último, aquilo que me fez uma espécie do catano, não davam tempo a que a donzela que entrava no carro pusesse o cinto de segurança.

Posto isto, cheguei à conclusão que o cavalheirismo já não existe e que há casais que gostam de ter perigo nas suas relações.Digam-me lá se estas conclusões não estão certas? ;P

Desafio-vos a tirar mais ilações destas observações!

 


publicado por Cris às 17:39
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15 comentários:
De Paulo Vasco Pereira a 15 de Maio de 2016 às 12:59
Relações que sofrem o desgaste provocado pelo tempo e a falta do mesmo.
Contudo, confesso que prefiro ver um casal que na rua não apresenta grandes rituais de acasalamento do que o oposto. Regra geral, o modelo que adota este tipo de comportamento, entre quatro paredes, ... terão que ser "cravos e rosas, Senhor!"


De Cris a 15 de Maio de 2016 às 17:45
Mas, nem um sorriso? Eu acho triste...


De Paulo Vasco Pereira a 15 de Maio de 2016 às 22:20
A falta do sorriso...
Sinal do cibzentismo dos tempos?


De Paulo Vasco Pereira a 15 de Maio de 2016 às 22:21
"cinzentismo"


De Cris a 16 de Maio de 2016 às 08:58
Ainda bem que hoje está sol!


De golimix a 15 de Maio de 2016 às 18:11
Nem sei se lhe chame falta de cavalheirismo se fala de demonstração de amor. Há muito falta de demonstrações de amor...

Gosta sempre de te ler 😉


De Cris a 15 de Maio de 2016 às 19:07
Pois, se calhar é mesmo isso: falta de demonstração de amor. Mas, contudo, não achei que houvesse amor por ali, estava tudo muito cinzento. Impressão minha? Talvez...
E eu gosto que me venhas ler. Assim como gosto de te ler também. Falta dar novo fôlego aos contos, que achas?
;)
Beijoca


De golimix a 16 de Maio de 2016 às 08:34
acho que sim. Vou colocar aquilo para funcionar outra vez.


De Cris a 16 de Maio de 2016 às 08:57
Boa!


De Nay a 17 de Maio de 2016 às 12:22
Lá está, como costumo dizer há muitos casais juntos por hábito e não por amor, por quererem estar juntos.
Habituaram-se e acomodaram-se, tornando-se "pouco" um para o outro!


De Cris a 17 de Maio de 2016 às 14:15
Se calhar esse "pouco" é o suficiente para eles. Mas é triste...


De Kok a 20 de Maio de 2016 às 11:49
1º: é um prazer voltar a ler-te. Depois de tanto tempo "orfão" de ti tenho que acrescentar que é com alegria que volto a "ver-te".

2º: parece que os cavalheiros se foram sumindo com o crescimento das emancipações femininas.
2º-a: "cena a que assisti num restaurante, um casal à volta dos 27/28 anos: ele ajeitou-lhe a cadeira, fez-lhe uma festa no cabelo e ao sentar-se afagou-lhe uma das mãos; eis senão quando ela lhe disse:
-tens que acabar com essas merdas..."

3º: as generalizações são injustas; há comportamentos brutos mas também há dos outros. E há gostos quer para estes, quer para aqueles.

Beijozzz

§-já te disse que gostei de voltar a "ver-te"?


De Cris a 22 de Maio de 2016 às 10:45
Obrigada pela visita. Também já tinha saudades.

Bom, essa situação do restaurante tem a sua piada. Mas eu questiono mais em relação à falta de sorrisos e ao facto de não deixarem sequer colocar o cinto antes de arrancarem. E sim, generalizações são incorretas e injustas. Foi só uma amostra que vi.

Beijonhos!


De Mãe Maria a 2 de Junho de 2016 às 10:31
é a rotina...fosse passarinho novo tudo ao contrário do que dizes aconteceria. Ainda ontem assisti um cavalheiro a abrir a porta da sua dama enquanto ela não o largava em longos beijos. É o que eu digo de passarinhos novos. Depois da caça feita, o teu texto encaixa na perfeição. E, sendo nova por aqui, desculpa tão longa intromissão.


De Cris a 2 de Junho de 2016 às 16:37
Seja "bem-intrometida"! Volta sempre que quiseres.


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