Domingo, 20 de Novembro de 2016

«Um poema que irás odiar»

Deixa estar que lavo,

Deixa estar que eu faço.

(deixa estar)

Que eu vivo para te roubar os dias.

 

Deixa estar que eu conto,

Deixa estar que eu mudo.

(deixa estar)

Que serei eu a tua vítima de honra.

 

Deixa estar que eu tento,

Deixa estar que consigo

Que as lágrimas te sejam amargas.

 

Deixa estar que chego ao fim,

Deixa estar que sofro,

Deixa estar que escrevo (todos os dias)

Um poema que irás odiar.

 

in Diálogo de Vultos, Fernando Ribeiro, edições quasi


publicado por Cris às 09:04
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2 comentários:
De golimix a 22 de Novembro de 2016 às 08:36
Eu bem digo, andas mesmo numa de poesia


De Cris a 22 de Novembro de 2016 às 18:03
É como te digo: é a minha linguagem de desespero. Mas é catártico!



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