Terça-feira, 30 de Julho de 2019

Ainda os CTT, candidatos à pior empresa de serviços do ano!

Todo e qualquer correio que envio para o código postal 1700 desaparece. Seja correio normal ou registado. Começo a questionar-me se não haverá um buraco negro ou algo semelhante ao Triângulo das Bermudas por aqueles lados. Não adianta reclamar. O problema já se arrasta há meses e sei que as reclamações se acumulam sem solução à vista, e, muitas vezes, com respostas cretinas do (des)apoio ao cliente.  Já tenho que pedir moradas alternativas às pessoas que, por infelicidade, moram nessa parte de Lisboa. Sem confiança num serviço que não tem concorrência, que outras alternativas nos restam?

Tal como digo no título, tenho a certeza que este ano os CTT serão a empresa com mais reclamações, ultrapassando as empresas de telecomunicações. Parabéns, CTT!

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publicado por Cris às 20:59
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Segunda-feira, 24 de Junho de 2019

Os CTT no seu pior!

Ainda o ano vai a meio e já fiz mais reclamações para os CTT por correio que desaparece, quer seja normal, quer seja registado, do que nos quinze anos anteriores juntos. Não é admissível que uma empresa tenha tão mau desempenho num serviço essencial para a população em geral e para as empresas.

Estou furiosa!

 


publicado por Cris às 18:16
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Domingo, 16 de Junho de 2019

Trabalhar por conta própria

Foi um rol de coisas que acabou por me levar a trabalhar por conta própria. Por um lado estava desempregada e cansada de frequentar formações que, na verdade, pouco acrescentam ao currículo académico. Por outro lado, a idade avança e há cada vez menos oportunidades no mundo do trabalho se tens mais de 30. Se tens mais de 40, pior ainda. E, fator decisivo, de repente, não pelas razões mais felizes, cairam-me no colo resmas e resmas de livros a acrescentar às resmas que já tinha. Et voilà! - os ingredientes estavam todos à disposição.

Um espaço físico estava fora de questão, já que queria o mínimo de despesas fixas possíveis. Assim sendo, e porque o mercado também tende nessa direção, as vendas são essencialmente online. Uma das desvantagens é nunca saber o que se ganha ao fim do mês, pelo que a gestão do dinheiro é mesmo apertadinha e não há lugar para extravagâncias. Outra coisa negativa, na minha perspetiva, é ficar muito tempo em casa e não conviver muito com pessoas. Em contrapartida, o horário é flexível: podemos ir à consulta do médico sem ter que "faltar" ao trabalho, acudir a um familiar ou a um amigo, sair para tomar um café, etc.; e o nível de stress é menor.

Por agora este é o caminho que percorro. Não sei se vai durar muito ou pouco. Não interessa. Vivo o presente.


publicado por Cris às 15:09
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Quarta-feira, 5 de Junho de 2019

Coisas que acontecem a esta livreira de trazer por casa I

Isto de vender livros usados não é fácil. E online, mais complicado é. Ou é porque acham caro o que já está uma pechincha, ou é porque acham o valor dos portes caros, ou ainda porque o livro tem que estar imaculado (livros usados não têm que estar imaculados, minha gente, têm que ter história e estórias), ou porque não leem as descrições e perguntam o que já lá está explicado; ou, finalmente, quando já se decidiram a comprar e o envio foi efetuado e há uma pequena demora a chegar,  começarem logo a achar que foram vigarizados e não serem comedidos em demonstrá-lo.

Pequena pausa para exercícios de respiração.

Primeiro, os livros usados estão cada vez mais uma pechincha. A concorrência é grande e uma pessoa precisa de comer. Contudo, as pessoas não imaginam o trabalho que temos para colocar um anúncio bonitinho, com bastantes fotos, o tempo que gastamos a comunicar com os clientes, a gestão dos pagamentos e envios, o artesanato que envolve os embrulhos, etc. Gostava que fossem mais justos.

Segundo, os portes são aquilo que são. Há uma tabela estipulada pelos ctt (ou outros) e não podemos fugir a ela.

Terceiro, embora seja bastante subjetivo o estado de um livro para duas pessoas, tento descrever o melhor que sei o mesmo. Normalmente até sou mais exigente do que o cliente, que fica todo contente quando recebe a preciosidade.

Quarto, por favor leiam as descrições! Dão trabalho a fazer e, supostamente, são para facilitar o do comprador.

Quinto, e último, é compreensível que haja alguma desconfiança em comprar coisas a um estranho. Mas não se podem, no entanto, esquecer que, assim que é efetuado o envio, há uma terceira parte que mete a colher no assunto. A desconfiança devia ser, no mínimo, repartida, principalmente quando respondemos logo ao comprador a confirmar que, por vezes, há atrasos. Os ctt não são infalíveis, estão, aliás, cada vez mais longe disso. Portanto, ameaças de queixas nas autoridades ou outras, não será a melhor forma de lidar com o assunto e de ganhar a empatia do vendedor (que compreende, mas também tem um limite).

Pronto, este desabafo está no fim. Falarei de outras peripécias numa outra altura

 


publicado por Cris às 20:48
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Sábado, 24 de Março de 2018

Alguns títulos de livros são perigosos...

A propósito do livro que ando agora a ler ("Homens Bons" de Arturo Pérez-Reverte), ao procurar uma imagem da capa para colocar aqui, cometi o grave erro de apenas colocar o título, sem a referência ao autor. O resultado foi algo assim:

  Ou assim:

 Confesso que fiquei surpreendida...


publicado por Cris às 10:01
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Sexta-feira, 16 de Junho de 2017

A moedinha

A mãe havia-lhe dado uma moeda de 50 cêntimos. E entrou com o miúdo na farmácia. Enquanto ela fazia o pedido, a criança dirigiu-se à máquina de pesar e, sem que a genitora desse conta, meteu a moeda. O aparelho fez a função dele e cuspiu um papel, e o petiz ficou sem a moeda. Ao ouvir o barulho do equipamento, a educadora olhou e exclamou:

- Ó filho, gastaste a moedinha? E agora? Não vai devolver.

O garoto foi ao botão de devolver a meda e carregou. Não saía nada. Então, num ato de inteligência ingénua, pôs o papel de novo no orifício de onde este havia saído e foi subindo, subindo, na esperança de que o engenho sugasse o papelito e devolvesse a moedinha.

Não surtiu efeito e o puto ficou desiludido. Mas logo a mãe o chamou para irem embora e lá foi ele resignado, pronto para outra aventura.


publicado por Cris às 23:55
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Domingo, 4 de Junho de 2017

Gosto ou Necessidade?

Não adianta nada dizer que no meio é que está a virtude. Gosta-se mesmo é dos extremos, da iminência do abismo...


publicado por Cris às 18:00
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Quinta-feira, 18 de Maio de 2017

O perigo dos diminutivos e das alcunhas

«- Aquele é o "Jota"

- "Jota" de quê?

- Agora que me perguntas, não sei. Sempre o conheci como "Jota". E já o conheço há muitos anos.»

 

Este diálogo é inventado sobre uma situação semelhante a que assisti. O nome verdadeiro de uma pessoa não é o que conta para se ser amigo ou não dela. Mas imaginem que havia uma situação em que precisavam de testemunhar a favor (ou contra), o que iam dizer? "É o Jota"?

A mim faz-me um pouco de confusão. Se calhar sou eu que sou esquisita...

 

 


publicado por Cris às 11:36
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Sábado, 25 de Março de 2017

Os odiosos

«Há pessoas que vêm a este mundo para serem amadas. Outras para amarem.

Muitas, para passarem despercebidas, maltratadas, ignoradas, na presença de um amor sempre ausente.

Umas sentem a felicidade, outras vivem na tristeza; umas sentem prazer pela vida, outras desprezam essa dádiva e partem.

Não há indiferentes, inertes e indolores.

Mas há os que cá vieram para serem odiados. Por serem maus ou simplesmente por ignorarem os sentimentos alheios, como se fossem o que de mais importante emergiu à superfície da terra. Para gerarem o caos e nos deitarem por terra. Tu és um desses. E nada fará mudar a tua natureza. E não há justiça terrena capaz de te fazer pagar pelos fios rasgados nas entranhas de quem anulaste. As palavras que me jogaste com incertezas, magoam-me com uma profundidade certeira, que me atingiu por volta do coração. Nunca voltarei atrás. Se estou viva, é porque ainda não morri. O que sinto por ti é simplesmente ódio. Não o nego. Que tenhas uma vida tão má como aquela que me deste, isto se houver algum laivo de justiça neste mundo.»

 

in Voltas?, Teresa Klut, arca das letras editora, 2006, pp.46-47


publicado por Cris às 08:21
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Sábado, 25 de Fevereiro de 2017

Naufrágio

«Sabes, não te amo, nunca te disse, e acho mesmo que nunca te vou dizer. Gosto que me ames, é confortável, mas já não acredito no amor, acho mesmo que já nem no teu amor acredito.

Não sei se é isto que quero dizer, nem sei se é bem isto que estou a sentir, mas estou cada vez mais ácida, não sentes nos meus beijos o travo a um verde limão e lima cortado por gin. Perdi o sabor a cerejas maduras e o aroma a searas de trigo de fim de Verão e a hortelã, eu, que punha hortelã em tudo.

A vida não me tem sido fácil. Dizem que as coisas têm um sabor diferente quando lutamos por elas, mas já estou farta, ou basicamente decepcionada, para lutar. Ficou um sabor que chega a provocar-me náuseas, enjoos e dores no estômago, naufraguei no meio da vida, sou arrastada, ainda nado, mas sem saber para onde vou, mas sem saber se vou para terra.

A vida nunca te enjoou. Gostas de tudo e nem perguntas porquê. Talvez seja esse o meu problema, a necessidade constante de saber o porquê das coisas. Porque é que o céu é azul, o mar é azul, os teus olhos são castanhos, e as minhas lágrimas, carregadas de desilusão são simplesmente transparentes. Na vida, nada é constante, e eu não posso ser diferente.

O Professor Agostinho da Silva dizia qualquer coisa como: “ não devemos ter planos para a vida, para não estragarmos os planos que a vida tem para nós”. A coisa tem o seu quê de ironia, será que só me resta concluir que estive até este momento a remar contra a maré, por isso agora vai ser diferente, agora que naufraguei, agora que bati no fundo, agora que perdi o norte, agora, vou deixar de ter medo de andar à deriva em alto mar, vou deixar de ter medo de perder o controlo das situações, da minha vida, e que me levem as ondas para o chão que quiserem.»

 

In A Solidão dos Inconstantes, Raquel Serejo Martins (pp. 58-59)


publicado por Cris às 19:35
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