Quarta-feira, 5 de Junho de 2019

Coisas que acontecem a esta livreira de trazer por casa I

Isto de vender livros usados não é fácil. E online, mais complicado é. Ou é porque acham caro o que já está uma pechincha, ou é porque acham o valor dos portes caros, ou ainda porque o livro tem que estar imaculado (livros usados não têm que estar imaculados, minha gente, têm que ter história e estórias), ou porque não leem as descrições e perguntam o que já lá está explicado; ou, finalmente, quando já se decidiram a comprar e o envio foi efetuado e há uma pequena demora a chegar,  começarem logo a achar que foram vigarizados e não serem comedidos em demonstrá-lo.

Pequena pausa para exercícios de respiração.

Primeiro, os livros usados estão cada vez mais uma pechincha. A concorrência é grande e uma pessoa precisa de comer. Contudo, as pessoas não imaginam o trabalho que temos para colocar um anúncio bonitinho, com bastantes fotos, o tempo que gastamos a comunicar com os clientes, a gestão dos pagamentos e envios, o artesanato que envolve os embrulhos, etc. Gostava que fossem mais justos.

Segundo, os portes são aquilo que são. Há uma tabela estipulada pelos ctt (ou outros) e não podemos fugir a ela.

Terceiro, embora seja bastante subjetivo o estado de um livro para duas pessoas, tento descrever o melhor que sei o mesmo. Normalmente até sou mais exigente do que o cliente, que fica todo contente quando recebe a preciosidade.

Quarto, por favor leiam as descrições! Dão trabalho a fazer e, supostamente, são para facilitar o do comprador.

Quinto, e último, é compreensível que haja alguma desconfiança em comprar coisas a um estranho. Mas não se podem, no entanto, esquecer que, assim que é efetuado o envio, há uma terceira parte que mete a colher no assunto. A desconfiança devia ser, no mínimo, repartida, principalmente quando respondemos logo ao comprador a confirmar que, por vezes, há atrasos. Os ctt não são infalíveis, estão, aliás, cada vez mais longe disso. Portanto, ameaças de queixas nas autoridades ou outras, não será a melhor forma de lidar com o assunto e de ganhar a empatia do vendedor (que compreende, mas também tem um limite).

Pronto, este desabafo está no fim. Falarei de outras peripécias numa outra altura

 


publicado por Cris às 20:48
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