Foi um rol de coisas que acabou por me levar a trabalhar por conta própria. Por um lado estava desempregada e cansada de frequentar formações que, na verdade, pouco acrescentam ao currículo académico. Por outro lado, a idade avança e há cada vez menos oportunidades no mundo do trabalho se tens mais de 30. Se tens mais de 40, pior ainda. E, fator decisivo, de repente, não pelas razões mais felizes, cairam-me no colo resmas e resmas de livros a acrescentar às resmas que já tinha. Et voilà! - os ingredientes estavam todos à disposição.
Um espaço físico estava fora de questão, já que queria o mínimo de despesas fixas possíveis. Assim sendo, e porque o mercado também tende nessa direção, as vendas são essencialmente online. Uma das desvantagens é nunca saber o que se ganha ao fim do mês, pelo que a gestão do dinheiro é mesmo apertadinha e não há lugar para extravagâncias. Outra coisa negativa, na minha perspetiva, é ficar muito tempo em casa e não conviver muito com pessoas. Em contrapartida, o horário é flexível: podemos ir à consulta do médico sem ter que "faltar" ao trabalho, acudir a um familiar ou a um amigo, sair para tomar um café, etc.; e o nível de stress é menor.
Por agora este é o caminho que percorro. Não sei se vai durar muito ou pouco. Não interessa. Vivo o presente.
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